quinta-feira, 8 de outubro de 2009


Cada qual sabe amar a seu modo;
o modo, pouco importa;
o essencial é que saiba amar.





Machado de Assis

quarta-feira, 7 de outubro de 2009


"Dai-me um ponto de apoio e levantarei o mundo."

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Arquimedes


Obrigada por todos os comentários e descupem minha falta de atenção, é que últimamente estou super ocupada.
Um noite cheia de paaaz ;)


Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades
teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando,
falei muitas vezes como um palhaço
mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.

terça-feira, 6 de outubro de 2009



Porque os outros se mascaram mas tu não] Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo mas tu não. Porque os outros são os túmulos caiados] Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam mas tu não. Porque os outros se compram e se vendem] E os seus gestos dão sempre dividendo. Porque os outros são hábeis mas tu não.] Porque os outros vão à sombra dos abrigos] E tu vais de mãos dadas com os perigos.] Porque os outros calculam mas tu não. .

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[Fabrício Carpinejar]

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"São tantas as diferenças que noto entre o que sinto e vejo, que, se me lembro de tragédias pessoais, acendo um cigarro e saio do poema"
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[Fabrício Carpinejar ]

Quando menino, meu pai estendia os tapetes na janela.
Quando casado, minha mulher estendia os travesseiros na janela.
Novamente solteiro, estendo meus casacos na janela.
O sol do parapeito lava meus laços.
A sala que foi um dia o quarto que foi um dia o guarda-roupa.
Fui-me enforcando na gola, nervo de lã, lar reduzido.
Não deveria ter acreditado na revolução sexual.
Posso morar numa gaveta.
Morrer no cabide.
Não serei usado.
Até as frutas apodrecendo na cozinha não estão sozinhas.
Os insetos dividem sua despedida.
Não trago mais reservas.
Na infância, catava moedas que minha mãe deixava na bolsa.
Baldeava provisões, limpava enganos, respirava o couro.
Havia onde procurar.
Na vida adulta, caçava rostos amassados dos bolsos, cédulas dobradas nos forros, guardava visitas. Havia onde me procurar.
Esquecer nos enriquecia.
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[Fabrício Carpinejar]


Tão bom viver dia a dia...A vida assim, jamais cansa...Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,Inexperiência...
esperança...E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...