
Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mãos incríveis
tocar flauta no jardim
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobro
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
— só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?
[Adélia Prado]
Adelia, uma escolha sensacional para a seu blog, as palavras dela são sempre acalanto.
ResponderExcluirabraços
Ola...
ResponderExcluirPassei por aqui e adorei!!!
Estou seguindo..
amei seu cantinho, cheio de luz.
pode seguir-me?
jandyscorpion.blogspot.com
BEIJOS!!
belas letra cargada de emocoes sentidas ..sentimiento a flor da pele... cada una linda y cada una fala forte a sua verdade...y toca a alma al leerla...
ResponderExcluirbello
saludos
linda semana
abracos
Beautiful Flávia.....well done.
ResponderExcluirgreetings, Joop
Maravilhosa escolha, Flávia! Adélia e as verdades atrás das metáforas poéticas!
ResponderExcluirBjo, querida.