
“(...) Pode me tirar a compreensão, o perdão, os ossos contados como dias nas paredes da carne. (...) Pode me tirar o egoísmo e a paixão, a cultura que adquiri às pressas, a serenidade para julgar, a severidade do combate. Podes me tirar as metáforas, a fuga, minha saída do sangue. (...) Pode me tirar os excessos do mínimo, o idioma, meu receio de ficar sozinho. (...) Pode me tirar o colo, a sesta, a audição das escadas. Podes me tirar o desejo e pôr a inquietação em seu lugar. (...) Pode me tirar a liberdade que confundi com justiça porque nenhuma das duas se conheceu a tempo. (...) Não há castigo infinito. Não há dor infinita. Um dia a gente termina para começar, começa para terminar, refaz o percurso como se nada tivesse acontecido antes. Deixe-me apenas uma cadeira de palha, amarela, para olhar com piedade o que fui e me deslumbrar com as ruínas."
[Carpinejar]
Podem nos tirar tudo, menos a vontade de viver.. e recomeçar. :)
ResponderExcluir:* moça e feliz 2011
"Não há dor infinita."
ResponderExcluirNão mesmo.
Um lindo final de semana
Beijos meus
Essas são palavras de se sentir...
ResponderExcluirOlá, lindo espaço e excelentes textos, bom não li todos,rs, mas o suficiente para te dizer: bom trabalho,continue...
Bjus no coração e paz na familia!
Passa lá em casa depois, ficarei feliz com sua presença por lá.
http://passossilenciosos.blogspot.com
Bjus.
Olá Flávia
ResponderExcluirVim fazer uma visitinha e
gostei muito do que vi
por aqui!
Parabéns pelo blog!
Voltarei mais vezes!
É preciso acreditar
no emlhor, nada nessa
vida é realmente nosso,
e nada dura para sempre!
Beijos flor!
Tenha um
Domingo abençoado!