sábado, 3 de março de 2012

Chega um momento
em que somos aves na noite,
pura plumagem, dormindo de pé,
com a cabeça encolhida.
O que tanto zelamos
na fileira dos dias,
o que tanto brigamos
para guardar, de repente
não presta mais: jornais, retratos,
poemas, posteridade.
Minha bagagem
é a roupa do corpo.

Fabrício Carpinejar

5 comentários:

  1. ["chega um momento"...

    que fazemos escolhas,
    entre o que nos sobrou e
    o que nos vai sobrar.]

    um imenso abraço, Flávia

    Leonardo B.

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  2. Nunca te vi mais sempre te amei, acho seus posts uma delicia, agora que cita meu poeta pop eu me tornei seu fã incondicional. Te acho sensível e culta até a medula e, como isso aqui é seu espaço poético acho que não é legal colocar aqui seus atributos estética, mas cabe. Linda =)

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    Respostas
    1. Não sou o Aurélio em pessoa, mas permita-me dar uma ajustada da frase "Nunca te vi MAAAAS sempre te amei. Rarará!

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