
Tu não estas comigo em momentos escassos:
No pensamento meu, amor, tu vives nua
- Toda nua, pudica e bela, nos meus braços.
O teu ombro no meu, ávido, se insinua.
Pende a tua cabeça. Eu amacio-a... Afago-a...
Ah, como a minha mão treme... Como ela é tua...
Põe no teu rosto o gozo uma expressão de mágoa.
O teu corpo crispado alucina. De escorço
O vejo estremecer como uma sombra n'água.
Gemes quase a chorar. Suplicas com esforço.
E para amortecer teu ardente desejo
Estendo longamente a mão pelo teu dorso...
Tua boca sem voz implora em um arquejo.
Eu te estreito cada vez mais, e espio absorto
A maravilha astral dessa nudez sem pejo...
E te amo como se ama um passarinho morto.
Manuel Bandeira
Grande lembrança essa sua, de publicar Manoel Bandeira! Acabei me lembrando de um outro texto dele, que vou publicar brevemente.
ResponderExcluirE você é minha conterrânea, sabia? Nasci em João Pessoa, na Praia de Tambaú, mas vim pra BH, com a família, quando tinha 2 anos. Virei mineiro.
Bjooooooo!!!!!!!!!
nossa, senti até o ardor das palavras!
ResponderExcluiradorei
ETERNO MANUEL BANDEIRA, PARABÉNS!!!!
ResponderExcluirUm Feliz Natal!!!!!!
Na oportunidade,FLAVIA, estou convidando você para conhecer meu blog de humor:
"HUMOR EM TEXTO".
É de graça!
Um abração carioca.
O teu blog esta LINDO !
ResponderExcluirbeijinho*
E assim, sou Eu o numero 100 :)
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