terça-feira, 19 de outubro de 2010




Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.

O ar que respiro, este licor que bebo,
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.

Nem nunca, propriamente reparei,
Se na verdade sinto o que sinto. Eu
Serei tal qual pareço em mim? Serei

Tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.


[Álvaro de Campos]

5 comentários:

  1. Haha, tbm amo adoro quando vc me visita..
    Se somos parentes?? somos sim X) Família Diniz só tem uma primaaaa kkkkkkkkk

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    Um dos mais conhecidos heterónimos de Fernando Pessoa. Álvaro de Campos (1890 - 1935) foi descrito pelo próprio Pessoa: Nasceu em Tavira, teve uma educação vulgar de Liceu; depois foi mandado para a Escócia estudar engenharia, primeiro mecânica e depois naval. Numas férias fez a viagem ao Oriente de onde resultou o Opiário. Agora está aqui em Lisboa em inactividade.

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  4. Oi, Flávia! Descobri seu blog em outro blog, o "Idiotizando" e adorei! Já me tornei seguidora. Aproveito para te contvidar para conhecer o meu blog também, o "Entre, sente, fique à vontade". Parabéns pelo blog e espero te ver por lá, no meu!

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